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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Manaus entregue!

Passado o grande festão de réveillon em Manaus, onde foram gastos R$ 3 milhões em cachês superfaturados para as atrações nacionais, temos agora um periodo que poderia ser chamado de limbo administraivo. Chamo assim porque é aquele período em que nada acontece nas secretarias, está todo mundo de férias e parace que todos estão programados para dar a mesma resposta: aqui no sistema osra que está tudo normal.

Mesmo despois de um apagão em uma chuva, a Manaus Energia somente depois de dois dias se dignou a dar uma nota dizendo que raios teriam causado falta de energia em seis zonas da cidade. Detalhe: Manaus só tem seis zonas mesmo!

Agora em alguns bairros da cidade a coleta de lixo não está sendo feita. E não é em bairros da periferia não: Eldorado, Adrianópolis, Japiim, Centro, Dom Pedro e Parque das Laranjeiras são alguns dos que ficam sem coleta de lixo por três ou mais dias. Ok, estamos no começo do ano, mas nem por isso deixemos de ser atendidos em nossas necessidades básicas de serviços pelos quais pagamos nossos impostos. Também não deixemos de cumprir com nosas obrigações não apenas colocando o lixo no horário próximo da coleta, como também formalizar queixas na Agência Reguladora de Serviços do Amazonas (Arsam) para que tenhamos os serviços prestados.

Não esquecer também que já existe uma Taxa do Lixo que deverá chegar a R$ 90 por domicílio ainda aguarda regulamentação.

No quesito segurança a situação vem se agravando a cada dia e os casos de assaltos vão pipocando nos veículos de comunicação mas não aparecem nas estatísticas da Secretaria de Segurança Pública. Nesta tarde do dia 11, foi assaltado mais um comércio no Vieiralves, zona Centro-Sul da cidade, área nobre, onde há menos de dez dias foi assassinado o motorista de uma desembargadora.

Nesta mesma tarde chegaram mais viaturas para a Polícia Militar do Amazonas. Mas não basta apenas repor uma parte das viaturas para circular nas ruas. Tem que melhorar as condições dos policiais como dar coletes novos, e também não é apenas isso. Para melhorar a polícia tem que fazer uma faxina na mesma e começaria fazendo exame antidoping.

É preciso estabelecer uma política de segurança pública mais clara e definida, investir em inteligência. Se sabe-se onde são as chamadas áreas vermelhas de Manaus, porque não atuar de forma mais incisiva? Manaus tem uma vantagem enorme em relação a outras cidades pois suas rotas de fuga são poucas e isso pode ser explorado não apenas com mais viaturas, mas com iluminação melhor nas ruas e câeras de vigilâncias espalhadas pela cidade!
Mas o fundamental mesmo será a democratização da segurança. No caso do sequestro do empresário Wellington Lins a SSP já estava monitorando os envolvidos apenas um dia após o fato ter ocorrido. Uma semana depois, uma criança de cinco anos foi sequestrada, esganada, estuprada e morta, após a Polícia Civil dizer que somente poderia agir após 24 horas. Ou seja, são dois pesos e duas medidas. Lins é de família influente em Manaus, onde tem um deputado federal e um estadual, já a criança era flha de cidadãos comuns. Jamais será dado o mesmo tratamento. Não se permanecer esta mesma política.





segunda-feira, 13 de junho de 2011

Então dê seu jeito!

Não sei porque chamam de serviços de emergência, geralmente não atendem e, quando atendem, demoram a chegar. Sexta-feira passada, eram 20h30, quando a caixa da Telemar começou a pegar fogo. Minha mãe, apavorada, me avisa e pergunta para quem ligar. Passo a mão no celular e começo a via digitus, ops, crucis, de ligações.

Sempre dando ocupado ou que os operadores do 193 estavam ocupados, ligo para o 190, da polícia. Mais demora no atendimento e, enquanto isso, vou olhar a situação. A caixinha pegando fogo e as labaredas ameaçando subir o poste e atingir o transformador. Tento parar algum carro para pedir o extintor de incêndio para resolver o problema. Enquanto isso minha mãe tentando falar com os bombeiros.

Um carro pára para pedir informação e eu, com cara de desesperado, peço o extintor de incêndio do motorista e, ele, mais querendo a informação da rua que procurava, apenas baixa mais o vidro e olha ´para o poste pegando fogo e diz: olha, o poste tá pegando fogo.

Uma mulher baixa o vidro no assento de trás, e me pergunta qual o número do poste. Foi quando ele disse que trabalhava na Amazonas Energia e ia mandar alguém para resolver o problema. Mas não sem antes me perguntar onde era a rua que estavam procurando. Foi mais ou menos um suborno, não?

Minha mãe ainda tentava ligar para os bombeiros e para a polícia, que quando atendeu repetiu o que já havia me dito: ligue para o 193. Quando ela finalmente consegue, a atendente (mau atendente, no caso) lhe diz que não é da competência dos bombeiros esse tipo de ocorrência, indicando ligar para o 0800 da Amazonas Energia. Minha mãe argumenta que não tinha telefone convencional e a mau atendente sentencia: então dê seu jeito!

Mais desesperada que qualquer coisa, minha mãe vai buscar uma conta de luz para achar o número 0800 da Amazonas Energia. E eu, já enervado com a agonia da mamis, pego uma vasilha, encho de água e vou lá para tentar apagar o fogo e consigo na quarta tentativa quando vem chegando o carro da Amazonas Energia.

O motorista até olha para o que estou fazendo, mas diz que procura uma ocorrência em outra rua. Mas não havia, tento explicar a situação toda e ele segue o caminho dele, dizendo que voltaria. Minha mãe havia conseguido finalmente falar com a Amazonas Energia quando o carro volta. O cara desce do carro, vê que é a caixa da Telemar e diz que não pode resolver. Quer dizer...

Passado o sufoco, minha mãe conta a agonia que foi o atendimento da Amazonas Energia. Primeiro entra o atendimento eletrônico, não sem antes uma mensagem de 30 segundos avisando que está sendo feita uma pesquisa sobre a qualidade do atendimento. Se ela soubesse o que mamis iria dizer, certamente não iria querer saber de oferecer este tipo de pesquisa.

Mas esse é um caso que pode servir para reflexão. Nesses casos, para quem iremos reclamar? Para a Arsam, que não tem plantão? E, mesmo que tivesse, iria fazer o quê? Reclamar no Procon resolveria? Me diga aí você o que faria. Podemos sugerir uma emenda popular para esse e tantos outros casos que acontecem diariamente. O que não podemos é ficar calados.

Já fizemos queixa na Amazonas Energia! Não sei no que vai dar ou se entrará apenas para as estatísticas deles. Mas enfim...