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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Expor produtos é bom, mas tem produção?

Recebi um e-mail da Agência de Comunicação do Amazonas é até interessante ver que nossos produtos estão sendo apresentados em feiras internacionais de produtos orgânicos. Mas surgem questões fulcrais: tem produção para atender esta demanda? Quais os incentivos que os produtores recebem para aumentar a produção e de que frma ele vai escoar esta produção? Poderá concorrer com outros estados por não possuir produção em escala?

Ora, temos vários produtos que hoje são consumidos na mesa do amazonense que são importados de outros estados. Produtos como farinha, limão e cheiro verde pura e simplesmente porque temos uma produção de subsistência que não tem a menor condição de concorrer com outros produtos? E a logística para vender estes produtos?

Não seria melhor primeiro incentivar a produção para depois vender os produtos? Por que o cliente perde interesse quando não tem continuidade de oferta. Simples assim!

E nos casos de cheia, como faz se o produtor perder  toda a sua produção? Pelo andar da carruagem, teremos os mesmos problemas que enfrentará em pouco tempo a produção do pirarucu. Constrói-se a fábrica sem ter produção suficiente e de tempos em tempos ela ficará parada por falta de matéria-prima. No Amazonas é assim: não se faz planejamento estratégico e coloca-se o carrona frente dos bois apenas para se obter resusltados eleitorais.

Mas isso é um dos exemplos do que acontece por aqui pra que você reflita e faça também os seus questionamentos que achar pertinente.

Segue o release da Agecom:
Produtos do Amazonas são expostos em feiras internacionais do segmento orgânico e natural do País


Produtos naturais e oriundos do extrativismo do Amazonas estarão expostos nas principais feiras de negócios do segmento de orgânicos do País, a 8ª Bio Brazil Fair (Feira  Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia) e a 7ª Natural Tech (Feira Internacional de Alimentação Saudável, Produtos Naturais e Saúde), que iniciam nesta quinta-feira, no pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo.  A participação tem o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), e da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Participam dos eventos no pavilhão de comercialização representantes da Associação dos Produtores Agroextrativistas da Colônia do Sardinha (Aspac), com a exposição de castanha-do-Brasil e óleos vegetais; a empresa Magia Amazônica, que expõe o artesanato do Amazonas; e a empresa Complevida, fabricante de complemento alimentar natural.

“Temos dois grandes desafios, o primeiro é produzir com qualidade e o segundo é buscar uma garantia de venda de nossos produtos e, por isso, estamos participando da feira”, afirmou o presidente da Aspac, Antonio Malveira Gomes.

Palestra - O diretor de Negócios Florestais da ADS, Fernando Guimarães, irá participar do Fórum Brasileiro de Agricultura Orgânica Sustentável, evento paralelo ao Bio Brazil Fair, dentro do módulo Comercialização e Marketing. A palestra tem como tema “Integração das cadeias produtivas e os programas de geração de renda para a melhoria da qualidade devida nos municípios do estado do Amazonas”. A apresentação será feita nesta quinta-feira, das 16h às 17.

Paralelamente à Bio BrazilFair, acontece a Naturaltech 2012 – 8ª Feira Internacional de Alimentação Saudável, Produtos Naturais e Saúde, desenvolvida especialmente para o setor de produtos e serviços naturais, saudáveis e sustentáveis, tais como alimentos vegetarianos, probióticos e funcionais, suplementos alimentares, cosméticos,spas, cromoterapia e aromatologia.

Participação - As duas feiras reúnem 250 empresas expositoras que apresentam as últimas novidades em frutas e verduras in natura, congelados, laticínios, ovos, pães, bolos, biscoitos, carnes, bebidas, suplementos alimentares, tecidos, entre diversos outros, produzidos de forma 100% livre de agrotóxicos.

Em 2011, cerca de 22 mil visitantes circularam pelos corredores das ambas as feiras, um crescimento de 20% em relação à edição anterior. Boa parte deles foi formada por compradores e profissionais ligados ao setor – lojas, supermercados, farmácias, drogarias, profissionais de saúde, restaurantes, hotéis, clínicas, escolas e entidades. A Bio Brazil Fair e a Naturaltech são abertas para o público em geral, com entrada gratuita, como forma de estimulara cultura da alimentação e da vida saudáveis entre os consumidores.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Está certo isso?

Para que serve uma secretaria de produção rural mesmo? Para incentivar o setor primário e dar as devidas condições técnicas para isso, não é mesmo? Mas no Amazonas, onde as lógicas se invertem e faz-se as coisas mais estapafúrdias possíveis e imagináveis, tira-se licença poética para tudo.

Pois no Amazonas, uma missão que seria de um Departamento de Estradas e Rodagens, ou de uma Secretaria de Infra-estrutura, que é abrir e fazer manutenção de estradas vicinais, está na alçada da Serearia de produção rural. Ou seja, é muito poder nas mãos de apenas um secretário.

Estive conversando com alguns produtores rurais nesse fim de semana, pois estou desenvolvendo um projeto que visa a integração de vários setores da cadeia produtiva em alguns municípios para a exportação de nossos produtos para a Europa, Japão e Estados Unidos. Naturalmente que eles me pediram para não falar nada a respeito por medo de retaliações ou de que as obras prometidas de estradas vicinais, algumas já com placas de que estavam em execução, não saíssem.

São municípios das calhas do Madeira, Juruá e alguns mais próximos de Manaus. Ora, se a Sepror tem por missão primeira dar as condições técnicas para que os produtores aumentem suas produções e não faz, então fica patente o uso político da secretaria. E apenas isso. Vale lembrar que a Sepror tem escritório nos 62 municípios do estado e esse ano ainda recebeu mais um apoio em 27 municípios onde o Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Amazonas (OCB-AM).

Na aprovação do orçamento deste ano, o deputado Luiz Castro (PPS) reclamou que o orçamento da secretaria era baixo para a imensa tarefa que a mesma possui. Talvez se lhe fosse tirada essa atribuição de fazer ramais e estradas vicinais, o orçamento desse para a Sepror cumprir sua função primeira. Fica a dica governador Omar Aziz.