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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Para ter segurança é preciso antes ter inteligência!

A série de fotos falam por si só e quase não precisam de legendas: Mas é como a segurança no Amazonas é tratada. Venho falando reiteradamente sobre a necessidade de usar as novas tecnologias no combate ao crescente índice de criminalidade em Manaus e no interior do estado, mas me parece que não ferir os interesses dos amigos do poder é o que o poder público tem mais se preocupado.

Vivemos num mundo de alta tecnologia hoje. Presença ostensiva da polícia nas ruas é necessário, mas é preciso ser mais efetivo e para isso câmeras de vigilância se fazem mais eficientes e mais acessíveis financeiramente. Sairia mais barato monitorar um conjunto ou um bairro com câmeras e uma central do que comprar várias viaturas para brincar de manja (ou polícia pega bandido) com os criminosos.


"Posto de Polícia" do Bairro da Paz, que fica fechado no cadeado; foram tiradas às 7h50 do dia 3 de dezembro.

A Associação dos Moradortes do Bairro da Paz é onde fica o posto policial, mas vive fechada no cadeado.


Enquanto isso a própria Polícia Militar insiste em estacionar em local proibido...

Servir de meros guardas de trânsito em frente à Assembleia Legilativa, onde tem faixas de segurança e sinal...





para que os moradores de uma rua no conjunto Santos Dumont tenham que tomar essas medidas para ter um pouco mais de segurança.

É isso!



terça-feira, 20 de setembro de 2011

Interior sem INSS

Ao assistir reportagem nesta segunda-feira, 19.09, sobre a falta de postos no interior do Amazonas, me ocorreu que, em um estado de dimensões continentais é primordial que se faça o atendimento para que o ribeirinho receba o seu benefício. Dos 17 postos existentes do Instituto Nacional de Seguridade Social, dez estão na capital. Quer dizer, sobram sete para atender os ouros 61 municípios, sendo que as distâncias no Amazonas são enormes e não se medem em quilômetros, mas sim em dias de barco.

Isso é uma prova cabal de que o interior está desassistido e completamente abandonado pelo poder público. Claro, há as medidas paliativas: constrói-se um barco no estaleiro de um amigo apaniguado e presta-se um atendimento sazonal, quando a medida que resolveria seria construir e implantar os postos de atendimento que, na pior das hipóteses, evitaria o transtorno e .eventuais fraudes.

Em municípios próximos ou distantes a situação é a mesma: quem quiser se aposentar ou resolver problema de pensão tem que ir ao município mais próximo ou a Manaus. De alguns lugares para Manaus a viagem é de uma semana. Pelo menos. E há ainda a questão de a pessoa não ter dinheiro para fazer essas viagens, mesmo de barco, quem dirá de avião.

Vi a agonia do prefeito de Apuí, Marcos Macil, fazendo campanha nas redes sociais para que os deputados amazonenses se sensibilizassem com a situação das pessoas que esperam se aposentar naquele município do sul do Amazonas, enquanto o prefeito do careiro, Joel Lobo, aguarda um convênio com o governo federal para a construção de um posto, pois já tem uma área destinada para isso.

Enquanto seu lobo não vem, o jeito para os interioranos será fazer um pé de meia para que possa comprar uma passagem de barco para Manaus e tentar obter o benefício após os longos anos de trabalho.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Transplante de vontade política resolveria muitos problemas

Normalmente não dou espaço aos releases que me chegam pois sei que os veículos de comunicação sempre darão. Mas há casos que merecem. Penso que transplantes devem ser sim incentivados e, sempre que possível, colocados na pauta de discussão. O Amazonas poderia fazer mais transplantes se houvesse uma melhor estrutura de captação.


Isso poderia ser conseguido se ao invés de se trazer uma competição como o UFC para Manaus, fossem feitos os devidos investimentos em saúde, capacitação de mais profissionais não apenas na capital, mas pelo menos nos principais municípios das mesorregiões do Amazonas. 


Trazer um evento como o UFC para Manaus é interessante para quem o promove e quer ligar o nome à marca mais famosa do mundo: Amazônia! Quer usar a marca ou fazer o evento aqui, que pague por isso, não venha aqui para receber benesses de um estado que já tem problemas que vão se acentuando cada vez que se tira recursos da saúde, segurança, educação, produção e infra-estrutura para divulgar o Amazonas.


Nada contra o UFC, muito ao contrário. Quero até levar meu filho para lhe dar essa alegria, já  que ele gosta muito. Mas penso que não se pode tirar recursos do governo para isso. Já vai entrar com o espaço, que ele seja é pago por isso. Duvido que o HSBC não tenha recebido o aluguel do espaço para a realização do UFC.


Tivesse o Amazonas mais estrutura para transplantes, menos pessoas estariam nas filas de hemodiálise, de córneas,  e de outros órgãos. Doadores existem, mas não podem ter seus desejos atendidos por pura falta de especialistas, transporte adequado ou salas preparadas para as operações de retiradas de órgãos.


Digo isso porque falei com a tia de um doador que teve seus órgãos doados, mas o coração não foi aproveitado porque não tinha condições de transportar para uma outra cidade em que havia uma pessoa esperando. Um órgão a menos, uma pessoa a menos sendo beneficiada.


Cirurgiões fazem captação de rim para transplante no João Lúcio


A equipe de cirurgiões amazonenses que esteve na semana passada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, participando de treinamento para realização de captação de órgãos para transplante no estado do Amazonas retornou a Manaus na noite da última sexta-feira (26) e na manhã deste sábado (27) já realizou uma captação de órgãos no Pronto-socorro João Lúcio. Foram captados dois rins que beneficiarão dois pacientes renais crônicos, inscritos na lista de receptores.

A captação foi realizada pela equipe formada pelos cirurgiões Raymison Monteiro, Sidney Chalub e Jonas Menezes que estiveram participando do treinamento intensivo para extração e acondicionamento de múltiplos órgãos.

O treinamento faz parte do cronograma estabelecido pela Secretaria de Estado da Saúde (Susam) que visa a consolidação da política estadual de transplantes cujo objetivo é estabelecer um fluxo perene de doações e a imediata realização dos transplantes, devolvendo a saúde dos pacientes portadores de doenças crônicas.

A captação realizada neste sábado foi feita mediante autorização da família de um jovem de 18 anos que faleceu em decorrência de um acidente vascular hemorrágico. Dois pacientes inscritos na lista de receptores de órgãos foram beneficiados com a doação. Os transplantes estão sendo realizados no Hospital Santa Júlia, contratado pela Susam para a realização das cirurgias, e serão finalizados na noite deste sábado.

A coordenadora estadual de transplante do Amazonas, Leny Passos, lembra que esta é a segunda captação de rins realizada esta semana e que este é o ritmo que a coordenação pretende estabelecer para atender o mais breve possível a todos os pacientes que esperam por um transplante. “Nós estamos fazendo um trabalho de conscientização e pretendemos estabelecer a cultura da doação de órgãos, pois somente assim poderemos atender a todos que precisam de um transplante”.

No Amazonas são realizados os transplantes de córneas e rins a partir de doador falecido e também de rim entre vivos. A coordenadora lembra que atualmente mais de 400 pacientes renais crônicos aguardam por um transplante no Estado. Outros 600 esperam por uma córnea.

Já foram realizados mais de 170 transplantes de rim e 600 de córnea.


sexta-feira, 22 de julho de 2011

E quem pune os governantes?



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As fotos não deixam dúvidas! Foram tiradas no Tarumã e mostram caçambas da prefeitura e do governo descarregando entulho retirado de dentro da reserva ambiental em um residencial no Tarumã, que fica nos fundos da estrada da praia dourada, mais exatamente da invasão José Alencar.

As caçambas são da empresa Etam, que presta serviços para o governo do Amazonas e também estavam jogando dejetos do SóPraMim, ops, Prosamim, no ano passado. Aliás, um engenheiro desta empresa, após uma moradora fazer denúncia que saiu em um jornal local, recebeu a visita em nome do então governador Eduardo Braga, portando de um revolver calibre 38 na cintura, para intimida-la, dizendo "que ela deveria saber com quem estava se metendo". A denúncia, por razões óbvias, não foram levadas adiante. Esse espaço aí é área de preservação pois tem um braço do Tarumã-Açu, que acabará sendo atingido se continuarem a jogar lixo por lá.

As pessoas que fazem a denúncia agora não querem se identificar por razões óbvias. Com a reportagem feita no ano passado, o IPAAM e a SEMMAS foram ao local e impediram a destruição total da área. Passada a pressão por parte da mídia, como tudo no Brasil e em especial no Amazonas, a devastação do Tarumã segue e segue com quem deveria dar o exemplo.

Mas cabe aqui uma reflexão a ser feita por você, que lê estas mal escritas linhas: E quando é o poder público, naturalmente que sob a responsabilidade de seus gestores, que comete os crimes ambientais, quem os pune? A quem devemos reclamar? Que atitude tomar? Para quem tem cargo eletivo basta não repetir o erro, caso você tenha votado nestes que aí cometeram esse crime! Mas isso é eleitoralmente, como é um crime ambiental, a lei prevê punições que vão de multa a reclusão por até dois anos em caso de reincidência.

Bem, o prefeito Amazonino Mendes nunca ligou para as leis e sempre as desrespeitou certo de sua impunidade. O governador Omar Aziz, por não ter como se reeleger, não tem compromisso em fazer um bom governo, haja visto já ter quase estourado o orçamento do Estado em apenas seis meses.

Não nos cabe apenas lamentar, cabe-nos partirmos para ações mais práticas. Deixar a nossa zona de conforto e, primeiro fazer com que os parlamentares cumpram sua função constitucional de fiscalizar os atos do poder executivo; segundo, nós mesmos fazer essa pressão e mostrar o quanto nos indignamos quando vemos coisas erradas sendo feitas.

Fazer protestos silenciosos é tudo que essas pessoas que cometem não apenas crimes ambientais querem que façamos. Façamos barulho mesmo!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Falar a verdade não é falar mal!

Ah esses cabeças de bagres e sua tacanhez mental! Esses de miopia cerebral que não conseguem enxergar a verdade e a realidade de dentro de seus carros e gabinetes! Não é só o Demóstenes Torres que está certo não! O Romário veio aqui em Manaus e disse o que todos sabemos: O futebol do Amazonas precisa se profissionalizar, como bem mostrei a realidade nesse post http://arubeardido.blogspot.com/2011/06/futebol-profissional-no-amazonas-estas.html

Mas ao invés de ver se a constatação, e não apenas uma crítica, procede, partiram para o que se faz quando não há defesa para a afirmação: busca-se desqualificar quem faz o comentário! simples assim e, pior que isso, pretende-se tornar o parlamentar persona non grata no Amazonas.

Esses mesmos parlamentares que se arvoraram em tentar denegrir o respeitado Demóstenes Torres, devem eles mesmos ver o que de fato fazem para o benefício da população do Amazonas. Eu respondo: nada, apenas se locupletam e fazem jogo de cena. Apelam para o pieguismo ufanista sem nem sequer saber o significado do termo e passam a xenófobos, igualmente sem saber o sentido da palavra.

Ora, os nossos parlamentares no Congresso Nacional, à exceção do Pauderney Avelino, coincidentemente do mesmo DEM de Demóstenes Torres, realmente tem deixado muito a desejar. Sorte a deles que a maioria da população não acompanha a atuação deles.

Como sempre digo: falar a verdade não é falar mal!