Assistindo esses jogos olímpicos, vendo as queixas que muitas pessoas
fazem das performances dos atletas brasileiros, deve-se lembrar de
algumas coisas. Olimpíadas deriva de Olimpus, a morada dos deuses
gregos, lugar muito especial e que poucos teriam acesso, sendo reservado
aos deuses e aos heróis.
Quando fora criado os jogos olímpicos, lá na
antiguidade pelos gregos, era um acontecimento tão importante que
guerras eram interrompidas e, muitas vezes, ao invés de uma matança
entre dois povos, apenas dois homens lutavam entre si e definia-se uma
guerra.
Hoje não se interrompem mais guerras, mas ainda surgem heróis a
cada edição dos jogos olímpicos da era moderna. Dois momentos olímpicos
me vem a cabeça sempre que lembro ou chega a disputa olímpica; O
primeiro é a do nadador da Guiné equatorial Eric Moussambani, que disputou a prova dos 100 metros na natação nos jogos de Sidney em 2000. Sem
nunca sequer ter treinado em uma piscina olímpica, disputou sozinho e
foi considerado o nadador mais lento de todos os tempos. Para nós pode
parecer pouco, mas para um país sem tradição olímpica nenhuma
Moussambani é um herói.
O outro momento é o da chegada da Maratona da
suiça Gabriele Andersen nas olimpíadas de Los Angeles em 1984.
Extenuada, Gabriele recusou ajuda e mostrou e honrou o ideal olímpico
que, ao contrário do que muitos pensam, não é: o importante é competir, mas
sim: mais alto, mais rápido, mais forte!
Gabriele foi sim mais forte
que o seu limite! Foi mais alto que o sonho de muitos e foi mais rápido
que até mesmo a vencedora daquela maratona que, por incrível que
pareça, poucos lembram! Eu não lembro, por exemplo.
Portanto, antes
de criticar um atleta que foi representar um país no maior evento
esportivo do mundo, pense que certamente aquele é um momento mágico,
onde o atleta talvez suba ou não no lugar mais alto do pódio, mas
certamente ele levará consigo o trabalho de dezenas de pessoas feito
durante anos e, amis que isso, carrega nos ombros não apenas a
esperança, mas a torcida de milhões de compatriotas!
Mas nós,
brasileiros, não sabemos cobrar do poder público o espaço que nos cabe
no Olimpo. Com uma população de 190 milhões de habitantes, temos
recursos humanos de sobra para levar bem mais 258 atletas para Londres,
19 a menos que em Pequim 2008. E, se quiser fazer bonito em casa, em
2016, terá que correr muito não apenas com as obras, melhoria de
infra-estutura, mas sopbretudo iniciar uma política de fortalecimento do
esporte. Sabe-se que desde quando o presidente Fernando Collor
retirou da grade curricular a prática desportiva da Educação Física, a
revelação de novos talentos caiu vertiginosamente e foram raros os
talentos que surgiram. Mais por esforço próprio do que por um programa
esportivo decente, visando todas as modalidades olímpicas. Deve-se
seguir o exemplo da China, que começou a desenvolver um programa
esportivo, aliado à sua já famosa disciplina oriental e hoje é uma
potência olímpica, tendo superado inclusive os Estados Unidos. Em 200,
em Sidney, ficou em 3º lugar, em 2004, em Sidney, passou para o segundo
lugar e em 2008, em casa, liderou o quadro de medalhas.
Só que para
seguir exte exemplo, devemos nos lembrar que já começamos com um atraso
de pelo menos oito anos. Temos muito a crescer e chegar no Olimpo, no
entanto, o Brasil ainda está longe, muito longe!
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Amazonas, o estado das delegacias milionárias
Quando se faz uma reforma imagina-se que não vá gastar mais do que
foi a obra para a construção. Mas no Amazonas as coisas são diferentes.
A atual gestão está apostando todas as suas fichas no programa Ronda no
Bairro, onde já foram investidos mais de R$ 500 milhões na compra de
viaturas (estas através da Delta, sim, aquela que está envolvida no
escândalo do bicheiro Carlinhos Cachoeira) e equipamentos.
Este ano foram feitos mais investimentos e estão sendo previstos o aumento de 17 para 30 delegacias em Manaus. Até aí tudo bem e atitude ouvável, tendo em vista que os índices de criminalidade na cidade são alarmantes. Mas são alarmantes porque é o que se vê nas manchetes dos jornais e não porque a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas divulga. A Lei da Transparência por aqui não é respeitada.
Há um mês solicitei para a assessoria de segurança da SSP os dados de quanto custarão a reformas das 14 delegacias de Manaus e mais o aluguel de 89 contêineres que deverão abrigar 15 delegacias por um período de 90 dias, alem dos equipamentos e mobiliários que será colocadas nas delegacias. Nada de resposta até hoje.
Pois bem! peguei o valor da reforma de três delegacias. Uma de R$ 1,75 milhões, outra de R$ 1,65 milhões e uma de R$ 1,55 milhões. Em uma média simples teremos o valor médio de R$ 1,65 milhões vezes as 14 delegacias que estão em reforma. Ao todo são R$ 23,1 milhões gastos em uma reforma que, na pior das hipóteses não valeriam um terço deste valor. Troca de telhas, pintura e uma ampliação nos anexos das delegacias é tudo o qu se vê. Quanto a equipamentos, a não seja que seja da Nasa e os móveis da Raiuga (uma loja bem cara aqui em Manaus), ainda asim não justificaria este valor exorbitante.
Para se ter uma ideia, também estão reformando delegacias no interior do Amazonas e adivinhem? O Tribunal de Contas do Estado (TCE) acatou denúncia na contratação, sem licitação, da BRW empreendiments Ltda, a mesma que está fazendo as reformas em Manaus, e decidiram pela aplicação de multa de R$ 32.267, 08 a secretária da Seinf, Waldívia Alencar, por ato praticado com grave infração à norma legal ou regulamentar de natureza contábil, financeira e operacional.
E porque não se faz o mesmo nas reformas das delegacias em Manaus? Com a palavra o TCE!
Este ano foram feitos mais investimentos e estão sendo previstos o aumento de 17 para 30 delegacias em Manaus. Até aí tudo bem e atitude ouvável, tendo em vista que os índices de criminalidade na cidade são alarmantes. Mas são alarmantes porque é o que se vê nas manchetes dos jornais e não porque a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas divulga. A Lei da Transparência por aqui não é respeitada.
Há um mês solicitei para a assessoria de segurança da SSP os dados de quanto custarão a reformas das 14 delegacias de Manaus e mais o aluguel de 89 contêineres que deverão abrigar 15 delegacias por um período de 90 dias, alem dos equipamentos e mobiliários que será colocadas nas delegacias. Nada de resposta até hoje.
Pois bem! peguei o valor da reforma de três delegacias. Uma de R$ 1,75 milhões, outra de R$ 1,65 milhões e uma de R$ 1,55 milhões. Em uma média simples teremos o valor médio de R$ 1,65 milhões vezes as 14 delegacias que estão em reforma. Ao todo são R$ 23,1 milhões gastos em uma reforma que, na pior das hipóteses não valeriam um terço deste valor. Troca de telhas, pintura e uma ampliação nos anexos das delegacias é tudo o qu se vê. Quanto a equipamentos, a não seja que seja da Nasa e os móveis da Raiuga (uma loja bem cara aqui em Manaus), ainda asim não justificaria este valor exorbitante.
Para se ter uma ideia, também estão reformando delegacias no interior do Amazonas e adivinhem? O Tribunal de Contas do Estado (TCE) acatou denúncia na contratação, sem licitação, da BRW empreendiments Ltda, a mesma que está fazendo as reformas em Manaus, e decidiram pela aplicação de multa de R$ 32.267, 08 a secretária da Seinf, Waldívia Alencar, por ato praticado com grave infração à norma legal ou regulamentar de natureza contábil, financeira e operacional.
E porque não se faz o mesmo nas reformas das delegacias em Manaus? Com a palavra o TCE!
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Carta dos governadores da Amazônia não representa sociedade
A Carta dos Governadores,
que foi fartamente anunciada como o documento que representa o Pacto da
Amazônia, e foi apresentada sexta-feira, no encerramento do Encontro de
Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Brasileira, no Tropical Hotel
de Manaus, como se fosse o documento discutido pela plenária, não
representa os interesses da sociedade. É o que afirma Alexandre Victor
Ribeiro, do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais dos
municípios do Careiro, Manaus e Iranduba. "Debatemos um documento que
excluía o REED+ e apareceu esta carta que o incluía, logo não nos
representa", disse Ribeiro.
De acordo com Ribeiro, a Carta dos Governadores traz de volta um texto que havia sido retirado pela plenária que trata do REED+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação, do inglês). "Estão dizendo que o documento apresentado pelos governadores referenda o que voi discutido durante 50 reuniões realizadas desde o ano passado, onde havia sido suprimido o REED+. E agora ninguém tem acesso ao documento, mas pelo que foi apresentado, estão querendo empurrar goela abaixo da sociedade algo que é prejudicial porque cria apenas um assistencialismo e reduz as populações tradicionais a meros prestadores de serviços ambientais, descaracterizando o modo de vida delas", afirmou.
A assessoria da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (SDS) até o fechamento deste post, ainda não havia enviado o texto que foi aprovado pela plenária do Encontro, mas Marina Lacôrte, do Centro Estadual de Unidades de Conservação da SDS, reconheceu que os textos são diferentes, mas será colocado no site assim que forem feitas as correções ortográficas. "A Carta dos Governadores é um documento mais sucinto que Referenda todo o nosso Pacto. São realmente dois documentos diferentes pois o Pacto da Amazônia é bastante extenso. O Pacto da Amazônia passou por revisão gramatical e ortográfica, além de ter sofrido as inclusões determinadas em plenária, como a adequação do texto em termos de gênero".
Para o pesquisador Ennio Candotti, que tem dado sua contribuição de alerta a Economia Verde, o problema segundo ele é convencer o mercado a parar isso. O diretor do Museu da Amazônia um dos cientistas mais renomados da Amazônia ficou feliz com a retirada do REDD e REDD + do pacto da Amazônia, comentou que hoje não precisamos tampouco da Resolução BACEN 1840, que institui o Plano Nacional de Conversão da Dívida Externa para preservação ambiental. "Temos todos os recursos necessários sem comprometer nossa soberania. Temos o PAC, que dispõem de mais de 200 milhões de reais para a Amazônia e não estamos usando isso". Para Candotti, é preciso perceber o que se esconde por trás destas armadilhas que é pura e simplesmente dar dinheiro ao ribeirinho. "Em geral muito bonito que nos querem dar dinheiro, mais o pacote que vêm junto é pavoroso, pois o que se anuncia atrás disso é uma nova fase de acumulação primitiva sobre os componentes da natureza".
Edna Marajoara, indígena e única representante dos grupos majoritários (MAJOR GROUPS- Povos tradicionais, culturais e étnicos) que teve a coragem de questionar a politica internacional do REDD no encontro com os governadores dos estados da Amazônia para a rio+20 considera que isso não passa de privatização da natureza, essa liderança destacou que os indígenas e a populações tradicionais as populações que ali residem são os verdadeiros gestores das áreas e não este ou aquela organização, governo ou empresa.
O que diz o item sobre o REED+:
Fundo Amazônia
Estratégia de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e Sistema Nacional de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal-REDD+
Criar marco legal e regulatório para Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), com mecanismos concretos de transferência de recursos aos estados da Amazônia que reduzirem as taxas de desmatamento, colocando em regime de urgência os
Projetos de Lei sobre a matéria que tramitam no Congresso, assim como elevar o apoio aos estados que tem investido na conservação de seus estoques florestais;
Elaborar e implantar, em conjunto com os estados amazônicos, o Sistema Nacional de REDD+, que contribua para uma redução consistente e efetiva das emissões de Gases de Efeito Estufa - GEE oriundas do desmatamento e promova a conservação florestal, benefícios climáticos e socioambientais, colocando em regime de urgência os Projetos de Lei sobre a matéria que tramitam no Congresso.
De acordo com Ribeiro, a Carta dos Governadores traz de volta um texto que havia sido retirado pela plenária que trata do REED+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação, do inglês). "Estão dizendo que o documento apresentado pelos governadores referenda o que voi discutido durante 50 reuniões realizadas desde o ano passado, onde havia sido suprimido o REED+. E agora ninguém tem acesso ao documento, mas pelo que foi apresentado, estão querendo empurrar goela abaixo da sociedade algo que é prejudicial porque cria apenas um assistencialismo e reduz as populações tradicionais a meros prestadores de serviços ambientais, descaracterizando o modo de vida delas", afirmou.
A assessoria da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (SDS) até o fechamento deste post, ainda não havia enviado o texto que foi aprovado pela plenária do Encontro, mas Marina Lacôrte, do Centro Estadual de Unidades de Conservação da SDS, reconheceu que os textos são diferentes, mas será colocado no site assim que forem feitas as correções ortográficas. "A Carta dos Governadores é um documento mais sucinto que Referenda todo o nosso Pacto. São realmente dois documentos diferentes pois o Pacto da Amazônia é bastante extenso. O Pacto da Amazônia passou por revisão gramatical e ortográfica, além de ter sofrido as inclusões determinadas em plenária, como a adequação do texto em termos de gênero".
Para o pesquisador Ennio Candotti, que tem dado sua contribuição de alerta a Economia Verde, o problema segundo ele é convencer o mercado a parar isso. O diretor do Museu da Amazônia um dos cientistas mais renomados da Amazônia ficou feliz com a retirada do REDD e REDD + do pacto da Amazônia, comentou que hoje não precisamos tampouco da Resolução BACEN 1840, que institui o Plano Nacional de Conversão da Dívida Externa para preservação ambiental. "Temos todos os recursos necessários sem comprometer nossa soberania. Temos o PAC, que dispõem de mais de 200 milhões de reais para a Amazônia e não estamos usando isso". Para Candotti, é preciso perceber o que se esconde por trás destas armadilhas que é pura e simplesmente dar dinheiro ao ribeirinho. "Em geral muito bonito que nos querem dar dinheiro, mais o pacote que vêm junto é pavoroso, pois o que se anuncia atrás disso é uma nova fase de acumulação primitiva sobre os componentes da natureza".
Edna Marajoara, indígena e única representante dos grupos majoritários (MAJOR GROUPS- Povos tradicionais, culturais e étnicos) que teve a coragem de questionar a politica internacional do REDD no encontro com os governadores dos estados da Amazônia para a rio+20 considera que isso não passa de privatização da natureza, essa liderança destacou que os indígenas e a populações tradicionais as populações que ali residem são os verdadeiros gestores das áreas e não este ou aquela organização, governo ou empresa.
O que diz o item sobre o REED+:
Fundo Amazônia
Estratégia de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e Sistema Nacional de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal-REDD+
Criar marco legal e regulatório para Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), com mecanismos concretos de transferência de recursos aos estados da Amazônia que reduzirem as taxas de desmatamento, colocando em regime de urgência os
Projetos de Lei sobre a matéria que tramitam no Congresso, assim como elevar o apoio aos estados que tem investido na conservação de seus estoques florestais;
Elaborar e implantar, em conjunto com os estados amazônicos, o Sistema Nacional de REDD+, que contribua para uma redução consistente e efetiva das emissões de Gases de Efeito Estufa - GEE oriundas do desmatamento e promova a conservação florestal, benefícios climáticos e socioambientais, colocando em regime de urgência os Projetos de Lei sobre a matéria que tramitam no Congresso.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Expor produtos é bom, mas tem produção?
Recebi um e-mail da Agência de Comunicação do Amazonas é até interessante ver que nossos produtos estão sendo apresentados em feiras internacionais de produtos orgânicos. Mas surgem questões fulcrais: tem produção para atender esta demanda? Quais os incentivos que os produtores recebem para aumentar a produção e de que frma ele vai escoar esta produção? Poderá concorrer com outros estados por não possuir produção em escala?
Ora, temos vários produtos que hoje são consumidos na mesa do amazonense que são importados de outros estados. Produtos como farinha, limão e cheiro verde pura e simplesmente porque temos uma produção de subsistência que não tem a menor condição de concorrer com outros produtos? E a logística para vender estes produtos?
Não seria melhor primeiro incentivar a produção para depois vender os produtos? Por que o cliente perde interesse quando não tem continuidade de oferta. Simples assim!
E nos casos de cheia, como faz se o produtor perder toda a sua produção? Pelo andar da carruagem, teremos os mesmos problemas que enfrentará em pouco tempo a produção do pirarucu. Constrói-se a fábrica sem ter produção suficiente e de tempos em tempos ela ficará parada por falta de matéria-prima. No Amazonas é assim: não se faz planejamento estratégico e coloca-se o carrona frente dos bois apenas para se obter resusltados eleitorais.
Mas isso é um dos exemplos do que acontece por aqui pra que você reflita e faça também os seus questionamentos que achar pertinente.
Segue o release da Agecom:
Produtos do Amazonas são expostos em feiras internacionais do segmento orgânico e natural do País
Produtos naturais e oriundos do extrativismo do Amazonas estarão expostos nas principais feiras de negócios do segmento de orgânicos do País, a 8ª Bio Brazil Fair (Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia) e a 7ª Natural Tech (Feira Internacional de Alimentação Saudável, Produtos Naturais e Saúde), que iniciam nesta quinta-feira, no pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo. A participação tem o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), e da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
Participam dos eventos no pavilhão de comercialização representantes da Associação dos Produtores Agroextrativistas da Colônia do Sardinha (Aspac), com a exposição de castanha-do-Brasil e óleos vegetais; a empresa Magia Amazônica, que expõe o artesanato do Amazonas; e a empresa Complevida, fabricante de complemento alimentar natural.
“Temos dois grandes desafios, o primeiro é produzir com qualidade e o segundo é buscar uma garantia de venda de nossos produtos e, por isso, estamos participando da feira”, afirmou o presidente da Aspac, Antonio Malveira Gomes.
Palestra - O diretor de Negócios Florestais da ADS, Fernando Guimarães, irá participar do Fórum Brasileiro de Agricultura Orgânica Sustentável, evento paralelo ao Bio Brazil Fair, dentro do módulo Comercialização e Marketing. A palestra tem como tema “Integração das cadeias produtivas e os programas de geração de renda para a melhoria da qualidade devida nos municípios do estado do Amazonas”. A apresentação será feita nesta quinta-feira, das 16h às 17.
Paralelamente à Bio BrazilFair, acontece a Naturaltech 2012 – 8ª Feira Internacional de Alimentação Saudável, Produtos Naturais e Saúde, desenvolvida especialmente para o setor de produtos e serviços naturais, saudáveis e sustentáveis, tais como alimentos vegetarianos, probióticos e funcionais, suplementos alimentares, cosméticos,spas, cromoterapia e aromatologia.
Participação - As duas feiras reúnem 250 empresas expositoras que apresentam as últimas novidades em frutas e verduras in natura, congelados, laticínios, ovos, pães, bolos, biscoitos, carnes, bebidas, suplementos alimentares, tecidos, entre diversos outros, produzidos de forma 100% livre de agrotóxicos.
Em 2011, cerca de 22 mil visitantes circularam pelos corredores das ambas as feiras, um crescimento de 20% em relação à edição anterior. Boa parte deles foi formada por compradores e profissionais ligados ao setor – lojas, supermercados, farmácias, drogarias, profissionais de saúde, restaurantes, hotéis, clínicas, escolas e entidades. A Bio Brazil Fair e a Naturaltech são abertas para o público em geral, com entrada gratuita, como forma de estimulara cultura da alimentação e da vida saudáveis entre os consumidores.
Ora, temos vários produtos que hoje são consumidos na mesa do amazonense que são importados de outros estados. Produtos como farinha, limão e cheiro verde pura e simplesmente porque temos uma produção de subsistência que não tem a menor condição de concorrer com outros produtos? E a logística para vender estes produtos?
Não seria melhor primeiro incentivar a produção para depois vender os produtos? Por que o cliente perde interesse quando não tem continuidade de oferta. Simples assim!
E nos casos de cheia, como faz se o produtor perder toda a sua produção? Pelo andar da carruagem, teremos os mesmos problemas que enfrentará em pouco tempo a produção do pirarucu. Constrói-se a fábrica sem ter produção suficiente e de tempos em tempos ela ficará parada por falta de matéria-prima. No Amazonas é assim: não se faz planejamento estratégico e coloca-se o carrona frente dos bois apenas para se obter resusltados eleitorais.
Mas isso é um dos exemplos do que acontece por aqui pra que você reflita e faça também os seus questionamentos que achar pertinente.
Segue o release da Agecom:
Produtos do Amazonas são expostos em feiras internacionais do segmento orgânico e natural do País
Produtos naturais e oriundos do extrativismo do Amazonas estarão expostos nas principais feiras de negócios do segmento de orgânicos do País, a 8ª Bio Brazil Fair (Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia) e a 7ª Natural Tech (Feira Internacional de Alimentação Saudável, Produtos Naturais e Saúde), que iniciam nesta quinta-feira, no pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo. A participação tem o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), e da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
Participam dos eventos no pavilhão de comercialização representantes da Associação dos Produtores Agroextrativistas da Colônia do Sardinha (Aspac), com a exposição de castanha-do-Brasil e óleos vegetais; a empresa Magia Amazônica, que expõe o artesanato do Amazonas; e a empresa Complevida, fabricante de complemento alimentar natural.
“Temos dois grandes desafios, o primeiro é produzir com qualidade e o segundo é buscar uma garantia de venda de nossos produtos e, por isso, estamos participando da feira”, afirmou o presidente da Aspac, Antonio Malveira Gomes.
Palestra - O diretor de Negócios Florestais da ADS, Fernando Guimarães, irá participar do Fórum Brasileiro de Agricultura Orgânica Sustentável, evento paralelo ao Bio Brazil Fair, dentro do módulo Comercialização e Marketing. A palestra tem como tema “Integração das cadeias produtivas e os programas de geração de renda para a melhoria da qualidade devida nos municípios do estado do Amazonas”. A apresentação será feita nesta quinta-feira, das 16h às 17.
Paralelamente à Bio BrazilFair, acontece a Naturaltech 2012 – 8ª Feira Internacional de Alimentação Saudável, Produtos Naturais e Saúde, desenvolvida especialmente para o setor de produtos e serviços naturais, saudáveis e sustentáveis, tais como alimentos vegetarianos, probióticos e funcionais, suplementos alimentares, cosméticos,spas, cromoterapia e aromatologia.
Participação - As duas feiras reúnem 250 empresas expositoras que apresentam as últimas novidades em frutas e verduras in natura, congelados, laticínios, ovos, pães, bolos, biscoitos, carnes, bebidas, suplementos alimentares, tecidos, entre diversos outros, produzidos de forma 100% livre de agrotóxicos.
Em 2011, cerca de 22 mil visitantes circularam pelos corredores das ambas as feiras, um crescimento de 20% em relação à edição anterior. Boa parte deles foi formada por compradores e profissionais ligados ao setor – lojas, supermercados, farmácias, drogarias, profissionais de saúde, restaurantes, hotéis, clínicas, escolas e entidades. A Bio Brazil Fair e a Naturaltech são abertas para o público em geral, com entrada gratuita, como forma de estimulara cultura da alimentação e da vida saudáveis entre os consumidores.
sábado, 28 de abril de 2012
Segurança não se resolve só com Ronda nos Bairros!
Não é porque fui vítima de assalto na noite desta sexta-feira quando ia comprar pão na padaria perto de casa. Foi o sétimo assalto que ocorreu no estabelecimento. No conjunto onde moro, as notícias de assalto são quase diárias. Como disse o dono da padaria: estou fazendo ocorrência porque cumpro uma formalidade, porque sei que não resolve nada. Isso revela algo preocupante que pode passar despercebido: a desesperança nas soluções dos problemas decorrentes.
Já ouvi vários relatos de assaltos e todos eles tem uma coisa em comum: poucos objetos são recuperados por dois motivos. O primeiro é que os bandidos logo repassam para receptadores ou trocam em bocas de fumos pertences como jóias e celulares, e o outro, que é mais grave, é que os próprios policiais ficam quando apreendem, sobretudo quando tem dinheiro ou mesmo celulares envolvidos.
Segurança pública envolve inclusive uma reavaliação da própria polícia. Não são raros os casos em que policiais estão envolvidos em crimes dos mais diversos. Já pedi este dado da Secretaria de Segurança mas nunca os recebi. Quando são passados para a imprensa não são confiáveis. Há sempre um medo de que possa haver retaliação quando se faz a denúncia contra policiais. E o motivo é simples: o policial pode simplesmente acabar com sua vida forjando um flagrante!
Não raro ouço de pessoas próximas de mim isto: prefiro negociar com um bandido que com um policial. O banido talvez você nunca mais veja, já o policial pode estar presente fazendo ronda perto de sua casa ou local de trabalho. Estou falando dos maus policiais que, felizmente, são minoria mas fazem um estrago danado à imagem da briosa polícia.
Mas voltando á questão da segurança, o policiamento ostensivo é importante, pois resolve, ou pelo menos diminui, ou ainda nos dá essa falsa sensação se segurança. Mas não basta isso. é preciso que políticas públicas sejam desenvolvidas paralelas a isso.E sao medidas de médio e logo prazo. Essas medidas, a meu ver, envolvem educação, esporte e cultura.
Educação porque tem que começar na escola, que deveria ser a extensão de casa. É preciso haver um uso maior das ependências de escla atémesmo para evitar que las sejam roubadas ou vandalizadas nos finais de semana. Raras são as escolas que possuem quadras de esprotes, por exemplo, e funcionam no fnal de semana. Ah, mas isso tem custo. Claro, é preciso ser encarado como investimento. Da mesma forma que R$ 1 investido em saúde ecomimza R$ 4 em saúde a posteriori, quando se invste R$ 1 em educação, economiza-se sabe lá quanto em segurança, sistema penitenciário, saúde e tudo o mais. Chega de miopia cerebral, por favor!
Esporte e cultura porque são as melhores opções para ocupar o espaço e o tempo ocioso das escolas e das crianças! Formaremos melhores cidadãos e, quem sabe, potenciais atletas e artistas que certamente nos encherão de orgulho em um futuro não muito distante. Mas é preciso que comecem a tomar estas medidas já, urgentemente. Caso contrário, teremos um verdadeiro batalhão de marginais nas ruas!
É isso!
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Imagine se investisse em turismo?
Atrair 755 mil turistas em um ano pode ser considerada uma vitória! Não que o estado e, mais ainda, esta cidade-estado chamada Manaus tivesse estrutura. O Amazonas tem um potencial turístico enorme, está em um lugar em que o mundo todo quer conhecer, mas no entanto carece de uma infra-estrutura melhor e explorar de forma mais objetiva.
Já escrevi anteriormente que o Amazonas é um estado turístico mas não para turistas. Mas os dados divulgados pelo governo do estado hoje mostram que ainda há muito a crescer. A estimativa do Rio de Janeiro, estado mais visitado do Brasil, era de que três milhões, isso mesmo, TRÊS MILHÕES, de turistas visitassem a cidade apenas no verão.
Hoje, um turista que vem a Manaus tem poucas opções! Em apenas dois dias pode ir ao Teatro Amazonas, Encontro das Águas, alguns museus e... vai fazer o quê mais? Sem contar que o serviço para turistas em Manaus é sofrível: falta pessoas que falem mais de um idioma, as áreas onde pode-se comer os pratos típicos são localizados em locais pouco seguros, a orla da cidade é realmente de dar vergonha tamanha a desorganização e sujeira, enfim, uma série de coisas básicas que merecem uma atenção melhor por parte do poder público.
No Amazonas há diversos locais que podem ser explorados em pesca esportiva, turismo de aventura, ecoturismo e tantas outras vertentes que podem ser exploradas e sequer são incentivadas. Estamos sentados em uma mina de ouro e não a estamos sabendo explorar.
Abaixo o release enviado pela Agência de Comunicação do Estado.
Já escrevi anteriormente que o Amazonas é um estado turístico mas não para turistas. Mas os dados divulgados pelo governo do estado hoje mostram que ainda há muito a crescer. A estimativa do Rio de Janeiro, estado mais visitado do Brasil, era de que três milhões, isso mesmo, TRÊS MILHÕES, de turistas visitassem a cidade apenas no verão.
Hoje, um turista que vem a Manaus tem poucas opções! Em apenas dois dias pode ir ao Teatro Amazonas, Encontro das Águas, alguns museus e... vai fazer o quê mais? Sem contar que o serviço para turistas em Manaus é sofrível: falta pessoas que falem mais de um idioma, as áreas onde pode-se comer os pratos típicos são localizados em locais pouco seguros, a orla da cidade é realmente de dar vergonha tamanha a desorganização e sujeira, enfim, uma série de coisas básicas que merecem uma atenção melhor por parte do poder público.
No Amazonas há diversos locais que podem ser explorados em pesca esportiva, turismo de aventura, ecoturismo e tantas outras vertentes que podem ser exploradas e sequer são incentivadas. Estamos sentados em uma mina de ouro e não a estamos sabendo explorar.
Abaixo o release enviado pela Agência de Comunicação do Estado.
Amazonas bateu a
marca de 755 mil turistas em 2011
O Estado do Amazonas, em 2011, registrou um fluxo de 755.058
turistas residentes no Brasil e no exterior. O registro do ano passado representa
um crescimento de 12% em relação a 2010, quando o Estado recebeu 675.713
turistas.
Esses dados são baseados no Boletim de Ocupação Hoteleira
(BOH), na Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) e na movimentação de
passageiros do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes.
Do total de turistas que o destino recebeu no ano passado,
400.466 eram turistas nacionais e 266.254 eram estrangeiros. Nesse fluxo ainda
foi registrado um volume de 88.338 pessoas que não especificaram sua
procedência.
De acordo com a presidente da Empresa Estadual de Turismo do
Amazonas (Amazonastur), Oreni Braga, esse aumento no fluxo reflete o trabalho
realizado pelo Governo do Estado na divulgação do Amazonas como destino
turístico nas feiras nacionais e internacionais do segmento e que representa
vários pontos positivos para o Estado, entre eles a movimentação financeira
gerada pela visita dos turistas.
“Com certeza, esse é um dos principais ganhos para o
destino, mas esse aumento acende uma luz de alerta para trabalhar mais e melhor
para preparar cada vez mais nosso Estado”, disse a titular da pasta do turismo.
Um dos destaques do fluxo de turistas de 2011 foi o aumento
de 13% no volume dos turistas nacionais. Em 2010, o Amazonas recebeu 352.879.
Já no ano passado, esse número foi para 400.446. “O brasileiro começou, de
fato, a conhecer o Amazonas e isso estamos percebendo nos últimos anos. Umas das
justificativas para isso é a forte atuação do Governo do Estado nos principais
eventos do setor fora e dentro do Brasil”, enfatizou Oreni.
A movimentação de internacional registrou um aumento de 10%
em relação a 2010 (quando o Estado recebeu 241.510), chegando a marca de 266.254
turistas. O fluxo ainda registrou a chegada de 88.338 turistas que não especificou
sua procedência.
Movimentação no
aeroporto registra crescimento – De acordo com dados da Empresa Brasileira
de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), a movimentação doméstica de
passageiros no Aeroporto Internacional de Eduardo Gomes no ano passado foi de
3.228.621 passageiros, o que representou um crescimento de 16% em relação a
2010, quando foi registrado 2.787.657.
Dia do índio? E há o que comemorar?
Datas comemorativas sempre me remeteram a um questionamento profundo:
porque homenagear se temos um débito a honrar? Eleger um dia para
prestar solidariedade é um desencargo de consciência pura e
simplesmente.
E no caso específico do índio o desencargo é ainda maior. O Brasil não foi descoberto, foi invadido! Quando chegaram por estas plagas os portugueses, já encontraram os gentios que, por não serem cristãos foram considerados com alma somente
Na comemoração dos 500 anos do "descobrimento" em 2000, um índio pataxó não incluído nas falas, conseguiu exprimir a exata medida do que representa a chegada dos portugueses: São 500 anos de sofrimentos, de massacres, de exclusão, de preconceito, de exploração, de extermínio de nossos parentes, aculturamento, estupro de nossas mulheres, devastação de nossas terras, de nossas matas, que nos tomaram com invasões. Hoje querem reafirmar a mentira do descobrimento"
A igreja perdiu perdão, mas de fato nada se faz quando se notícia casos como o da criança indígena que foi queimada viva no Maranhão. O índio Galdino Pataxó somente teve repercussão porque foi no centro do poder brasileiro.
No Alto Solimões, desterrados, dezenas de índios Ticunas suicidam todos os anos. Alguns nãpo entram sequer nas estatísticas e muitos deles são vistos bêbados ou jogados pelas sarjetas das cidades da região. Mais do que comemorar, o momento é de resgatar não apenas a história, mas também a dignidade e a altivez desta nação que foi dizimada em um verdadeiro genocídio em toda a América.
É isso!
E no caso específico do índio o desencargo é ainda maior. O Brasil não foi descoberto, foi invadido! Quando chegaram por estas plagas os portugueses, já encontraram os gentios que, por não serem cristãos foram considerados com alma somente
Na comemoração dos 500 anos do "descobrimento" em 2000, um índio pataxó não incluído nas falas, conseguiu exprimir a exata medida do que representa a chegada dos portugueses: São 500 anos de sofrimentos, de massacres, de exclusão, de preconceito, de exploração, de extermínio de nossos parentes, aculturamento, estupro de nossas mulheres, devastação de nossas terras, de nossas matas, que nos tomaram com invasões. Hoje querem reafirmar a mentira do descobrimento"
A igreja perdiu perdão, mas de fato nada se faz quando se notícia casos como o da criança indígena que foi queimada viva no Maranhão. O índio Galdino Pataxó somente teve repercussão porque foi no centro do poder brasileiro.
No Alto Solimões, desterrados, dezenas de índios Ticunas suicidam todos os anos. Alguns nãpo entram sequer nas estatísticas e muitos deles são vistos bêbados ou jogados pelas sarjetas das cidades da região. Mais do que comemorar, o momento é de resgatar não apenas a história, mas também a dignidade e a altivez desta nação que foi dizimada em um verdadeiro genocídio em toda a América.
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