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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Mas o que é prioridade para Arthur Neto e para Manaus?


Foi com grande estardalhaço que a prefeitura de Manaus anunciou, esta semana, as obras na avenida Djalma Batista, um dos principais corredores de acesso dos bairros da Zona Norte e Centro-Oeste ao centro da cidade. Até aí, tudo bem, não fosse alguns pequenos detalhes que não podem deixar de ser reparados. A obra custará R$ 15 milhões de reais e poderá sofrer alterações conforme forem sendo feitas as indenizações aos proprietários de terrenos da área.
Ora, a região da Djalma Batista comporta um importante centro comercial, como ressalta a prefeitura, e tem um dos espaços mais valorizados da cidade. Certamente a desapropriação de terrenos para dar espaço a calçadas com três metros de largura deverá elevar o custo da obra a níveis que talvez nem mesmo a prefeitura possa mensurar, dobrar ou até mesmo triplicar.  
Um outro ponto remete ao estabelecimento de prioridades que Manaus exige. A questão do trânsito em Manaus é urgente e envolve muitos fatores como asfaltamento, sinalização, acessibilidade universal (isso inclui ciclovias, atendimento a portadores de necessidades especiais, calçadas) reorganização do tráfego no centro da cidade e melhorias das vias de escoamento do fluxo de veículos.
A própria Djalma Batista é um gargalo em vários pontos, mas o fundamental não é exatamente no trecho em que será feita a obra e sim não menos que 500 metros depois, na área da Unip até o Carrefour de Flores. Ali sim recebe um fluxo de veículos que vem de outra importante avenida, a Paraíba e de onde também chega outros veículos de quem tenta atalhar pelo bairro do Parque Dez através do bairro da União.

Isso sem contar o próprio centro da cidade que, já saturado e com poucas possibilidades de melhorias em suas vias, precisa de outras soluções mais urgentes e que toca em uma promessa de campanha: a retirada dos camelôs da região da praça da Matriz. O prefeito Arthur Neto, ainda em campanha, fez um mea culpa sobre o que ocorreu em seu primeiro mandato, iniciado em 1989, quando para retirar os camelôs do centro, o fez sob forte repressão policial, sendo que não atingiu seu intento e ainda teve a imagem política atrelada a este episódio.
Lembro também que, ano passado, durante a campanha eleitoral, o então candidato a prefeito e hoje secretário de educação, Pauderney Avelino, reuniu uma equipe de engenheiros e arquitetos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), entre eles o hoje secretário do Implurb, Roberto Moita, sob a batuta do ex-prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi, para elaborar um plano de intervenções urbanas em Manaus que melhorariam a infra-estrutura de trânsito. O nome do projeto é bem apropriado: Manaus do Amanhã e a ideia era tornar Manaus uma nova Curitiba. 
Entre outras coisas, o projeto previa a revitalização da área da Manaus Moderna (conforme foto acima) com a construção de um porto de cargas e fluvial que atenderia barcos de turismo e transporte de passageiros, a retirada dos camelôs da praça da Matriz sendo alocados em uma área ao lado da feira da Manaus Moderna, onde também está previsto para ser o terminal do BRT vindo da zona Leste de Manaus. O BRT foi adiado para depois da Copa de 2014, já que teve seu orçamento atrelado ao do monotrilho, que está embargado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por problemas no projeto executivo, indícios de sobrefaturamento e outros vícios de licitação.
O Centro de Manaus, todos que moram aqui sabem, é o grande gargalo do trânsito em muitos aspectos: pelo menos 90 dos ônibus que circulam na cidade passam por lá. As vias de acesso (avenida Constantino Nery, Djalma Batista, Leonardo Malcher, Ramos Ferreira, Alexandre Amorim e Lourença da Silva Braga) ficam simplesmente intransitáveis nos horários de pico, congestionando outras vias em diversos pontos. As soluções? Estavam previstas neste projeto Manaus do Amanhã. Roberto Moita conhece bem, sabe o que tem que ter feito. 
Cabe ao prefeito Arthur Neto determinar o que de fato é prioridade para resolver este problema do trânsito. Se fazer intervenções na área central e na confluência das avenidas Recife e Paraíba, ou fazer uma obra que já está sendo chamada de "obra de cartão postal", em uma clara referência à Ponte do Bilhão, ops, Ponte Rio Negro, por muitos cidadãos que aguardavam algo mais de quem tão bem representava o Amazonas no senado.
Ontem,, em discussões sobre o assunto nas redes sociais, Facebook sobretudo, vários questionamentos foram feitos e uma das respostas dadas por assessores da prefeitura era: vamos aguardar. Ora, Manaus já não tem mais tempo parar aguardar e tampouco seus habitantes. E, sim, o momento é este de fazer os questionamentos, antes que as obras sejam inciados, recursos que a cidade não dispõe para medidas que não são tão prioritárias assim sejam tomadas.
Estabelecer prioridades, caro prefeito é, antes de mais nada, ouvir e atender os clamores do povo. Pelo bem da cidade que governas.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Voto útil é a tua vontade!

Nesses momentos finais do primeiro turno dessas eleições para prefeito, tenho me dedicado mais a fazer o corpo-a-corpo para os candidatos que escolhi e ultimamente tenho visto muita gente falando de voto útil. E quero expressar minha opinião sobre isso. Cresci vendo a importância da política em nossas vidas, de como ela influencia nas coisas mais banais e sequer nos damos conta.
Andei pela cidade e vi o quanto as pessoas estão mais desacreditadas ainda da política por que percebem nos candidatos, sobretudo aos candidatos a vereador, que só querem o voto de pois vão cair no mundo, desaparecer e não darão mais retorno. Vi e ouvi pessoas dizendo que não votam mais nesse e naquele porque nada fizeram. E tenho ouvido muito que tem que votar em tal candidato porque ele tem mais chances de ganhar, porque assim tu tornas o teu voto útil. Gente, que pensamento mas medonho!
Quer dizer que a tua opinião, os requisitos que tu estabeleces para escolher um candidato não valem de nada porque o teu candidato não está bem nas pesquisas (que sempre se mostram falhas em relação ao resultado das urnas) e porque ele não tem chance de vencer?
Ontem eu li este post da Carolina Coelho Varella e consolidou minha opinião de que este discurso é uma forma descarada de manter o status quo, de perpetuar grupos que tem interesses obscuros e escusos, alheios à melhoria da sociedade e que apenas se locupletam. O Amazonas está atrasado pelo menos 30 anos e não é por causa de outra coisa senão a má gestão de seus recursos naturais.
Ora, se o direito ao voto é um exercício de cidadania, onde a vontade de cada um tem que ser respeitada, porque então essa impostura de pensamento? Por que eu escolher um candidato tem que ser feito com base em critério nenhum a não ser o do voto útil? Ora, vemos a máquina dos governantes operando de forma avassaladora nas campanhas eleitorais e temos que nos calar?
Eu fiz minha escolha de candidatos analisando o histórico deles, da certeza de que seria bem representado e veria meus ideiais e ideias sendo respeitados e defendidos. E tudo o que eu quero é poder andar nas ruas tranquilamente, sem os sobressaltos que hoje vivemos por conta dos altos índices de criminalidade, de ter um atendimento de saúde e educação dignos, de poder olhar para a frente e vislumbrar um futuro melhor não apenas para mim, mas para as próximas gerações. E sinceramente não vejo isso com os governos que atualmente estão no poder.
Temos eleições em dois turnos e vários candidatos se apresentam. Este ao temos nove candidatos. Analise a história de cada um e faça a sua escolha. Você pode até ter sua decisão questionada, mas ela é sua e somente sua! E há de ser respeitada!
Respeito a opinião de todos e sinceramente eu gostaria que respeitassem a minha. Tenho ouvido até de pessoas ditas esclarecidas que porque o meu candidato não está bem nas pesquisa, eu deveria mudar de voto e vovtar em quem tem mais chances de chegar no segundo turno. Meus amigos, não me façam rir! Em um momento em que eu posso fazer uma avaliação criteriosa, vai prevalecer a minha vontade. Depois, em um segundo momento, caso o meu candidato não passe para o segundo turno, aí vou levar em consideração as outras alternativas. Mas no primeiro momento, vai valer sim a minha escolha.
Voto útil é a forma que quem está no poder encontrou para iludir o eleitor para se perpetuar no poder. Aquele que pode abusar do poder econômico que nada acontece, que pode sair por aí comprando voto, massificando mentiras e as repetindo como se isso tornasse a mentira uma verdade, usa o discurso do voto útil já desde que o mundo é mundo. Uma mentira repetida mil vezes, se você não acreditar, é só uma mentira repetida mil vezes!
Eu escohi votar no Pauderney Avelino para prefeito e até dei minha contribuição no programa de governo dele por que tem um passado de luta em defesa dos interesses do Amazonas e tem a proposta de pensar Manaus para as próximas gerações e não para as próximas eleições.
Escolhi votar no Rodrigo Araújo porque tem o mesmo espírito de luta que eu: pelo bem comum, de querer o melhor para a nossa cidade e por ter o compromisso com a seriedade e a ética, de colocar o coração em nessa causa!
Faça valer a sua vontade!